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    1/24/2007

    Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti


    Eu sei que a gente se acostuma.
    Mas não devia.
    A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
    A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
    A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
    A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
    A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
    A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
    Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
    A gente se acostuma para poupar a vida.
    Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
     

    1/22/2007

    SANTA TEREZINHA DE LISIEUX

     

    Palavras de Santa Terezinha

    “Mas que provas darei de meu amor, já que o amor realmente só aparece com as obras? Pois bem, A criancinha entreter-se-á em ofertar flores, procurando com seus perfumes envolver o trono Divino e cantará com voz suave e agradável, o cântico de amor”

    "Ó meu Jesus! O que vais responder a todas estas minhas loucuras ?...Haverá alma mais pequenina, mais impotente do que a minha?... Entretanto, justamente por causa de minha fraqueza, foi de teu agrado Senhor, satisfazer plenamente meus pequenos desejos de criança, e hoje queres satisfazer outros desejos, mais vastos do que o universo..."

     

    “Em nossa vida, existem muitos pensamentos que não podemos revelar nem para nós mesmos. Da mesma forma, como há objetos que expostos ao ar perdem logo o perfume, assim também há pensamentos íntimos que se forem revelados em nossa linguagem terrena, perderiam imediatamente o sentido profundo e celestial, que encerram.”

    “Sobretudo, utilizo o Novo Testamento para entreter-me com proveito em tempo de oração, pois nele sempre encontro tudo o que necessito, como luzes que iluminam os sentidos ocultos de alguns acontecimentos, além de uma misteriosa e objetiva orientação. Compreendo por isso, e sei por experiência, que o Reino de Deus está dentro de nós. (Lc 17,21) Para instruir as almas, Jesus não necessita de livros e nem de professores especialistas, pois sendo Ele o Doutor dos doutores, ensina as palavras sem estrépito e sem qualquer ruído. Nunca ouvi o som de Sua Voz, mas sei que Ele habita em minha alma, guiando-me e inspirando-me em todos os momentos, fazendo-me descortinar e saber no instante em que mais necessito, os clarões e as luzes que até então desconhecia, iluminando minha mente no momento da oração, ou mesmo durante as ocupações domésticas de cada dia.”

    "O elevador em que hei de subir ao Céu são os Vossos Braços, meu Jesus! Para isso não preciso crescer, pelo contrário, tenho que ser pequena, aniquilando-me cada vez mais e tornando-me sempre menor.”

    “A caridade consiste em suportarmos os defeitos do próximo, não estranhando as suas fraquezas e procurando estimular qualquer pequeno ato de virtude que ele pratique. É importante não confinar a caridade nas profundezas do coração, porque ninguém “acende uma vela para deixa-la escondida debaixo de uma cama, mas para coloca-la num candelabro, a fim dela iluminar completamente o cômodo da casa.” (Lc 11,33) Esta luz, minha madre, se afigura no meu entender como sendo a Caridade, que deve alumiar e alegrar não só as pessoas a quem mais eu prezo, mas a todos que estão na casa.”

    Breve Biografia

    Marie-Françoise-Thérèse Martin, nasceu em 2 de janeiro de 1873, conhecida simplesmente como Santa Terezinha, nasceu na cidade de Alençon, na França. Tinha uma personalidade que, desde cedo, revelava-se marcada pelo senso de amor, pelo semblante de serenidade e pelo contentamento de sua alma com a grandeza de Deus.

    Em 09/04/1888 entrou para o Carmelo de Lisieux e faleceu em 30/09/1897 com 24 anos, de tuberculose.

    Foi canonizada em 17/05/1925 pelo Papa Pio XI e em 14/12/1927 foi proclamada a “Padroeira das Missões”.

    Em 19/10/1997, no centenário de sua morte, o Papa João Paulo II a declarou " Doutora da Igreja". Seu dia é comemorado em 01 de outubro.

    1/21/2007

    COMO MEDIR UMA PESSOA - Prof. João Beauclair


    Os tamanhos variam conforme o grau de desenvolvimento.
    Uma pessoa é grande pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata
    você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri.
    É pequena quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira
    pouco gentil, quando não consegue demonstrar amizade.
    Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando
    sonha junto.
    É pequena quando desvia do assunto.
    Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no
    lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de
    acordo com o que espera de si mesma.
    Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por clichês.
    Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um
    relacionamento, pode crescer ou decrescer num piscar de olhos: "Será ela que
    mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?"
    Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
    Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
    É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se
    encolhem aos nossos olhos.
    Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e
    reações, de expectativas e frustrações.
    Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente se
    torna mais uma.
    O egoísmo unifica os insignificantes.
    Não é altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.
    É a sua sensibilidade sem tamanho.

    1/20/2007

    SER ESPIRITUAL É SER UM - Nuno Michaels

     

    Ser espiritual é ser um: um conosco, um com toda a criação. Mas antes de nos perdermos no todo, temos de nos encontrar como indivíduos.
    O que significa 'indivíduo'? Significa ser uno e indivisível, ter a audácia e a coragem e a consciência necessárias para se ser quem se é - ou quem se nasceu para ser. Por isso o processo, psicológico e espiritual, a que se chama 'individuação' é uma jornada em direção à unidade, à totalidade, à integridade. Como? Reunindo o que em nós está, por natureza e condição, dividido: luz e sombra, consciente e inconsciente, corpo e espírito, matéria e energia, ação e passividade, movimento e repouso, masculino e feminino, instinto de separar e instinto de unir.
    Tornarmo-nos indivíduos significa religar as partes de nós que estão divididas numa síntese criativa que é mais do que a soma das metades em conflito. E esse processo só se inicia quando reconhecemos que somos seres divididos, aprisionados entre dois princípios opostos que contêm em si próprios a promessa da sua reunião.
    Só que no mundo prático, concreto, pragmático e racionalista em que vivemos ninguém nos ensina que podemos ser duais, conflitantes, contraditórios - e que essa é a nossa condição natural.
    Ensinam-nos, sim, a sermos a metade do que temos cá dentro: lógicos, funcionais, performativos, eficientes, produtivos, racionais, fortes, idealmente ricos, seguros e poderosos. E pergunto eu: e a nossa outra metade, por que não admiti-la, como conectá-la, como a recuperar?
    É porque existe essa falha, esse hiato, esse equívoco ontológico naquilo que nos ensinam a ser que inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo no nosso percurso de vida e por mais de uma vez, somos confrontados com a necessidade imperiosa de reencontrar a outra metade de nós - as partes que foram reprimidas, esquecidas, relegadas para o domínio do que não vivemos voluntariamente.
    E é nesses momentos que a vida, na sua infinita paciência e sabedoria, nos convida a um reencontro com o 'outro' de nós próprios. E só porque não lhes reconhecemos imediatamente a oportunidade e o objetivo que encerram, vivemos esses momentos como crises. E procuramos ajuda numa terapia, num psicanalista, numa religião, num ensinamento espiritual.
    E o poder dessa ajuda varia na forma mas não na essência: guiar-nos no processo de religar o que em nós estava separado. Esse é o gesto verdadeiramente religioso ou espiritual. Não é por acaso que a raiz etimológica de religião é 'religare', que significa 'voltar a unir'.
    Unirmo-nos a nós mesmos e sermos um e mais amplos: essa é a verdadeira proposta de evolução espiritual.

    1/19/2007

    Relações Destrutivas - Rosemeire Zago

    No início da década de 60, alguns cientistas realizaram experiências com animais para tentar determinar algo a respeito do instinto de defesa e fuga nos seres humanos. Em uma das experiências, eles eletrificaram a metade direita de uma grande jaula, de modo que um cão preso nela recebesse um choque cada vez que ali pisasse. O cão aprendeu rapidamente a permanecer no lado esquerdo da jaula.Em seguida, a mesma instalação foi passada para o lado esquerdo da jaula e o cão logo reorientou, aprendendo a ficar do lado sem choques. A partir disso, os cientistas prepararam todo o chão, de modo que, onde quer que o cão estivesse, ele acabaria levando um choque. Inicialmente o animal demonstrou estar confuso e depois entrou em pânico. Finalmente, desistiu e se deitou, aceitando os choques. Depois, a jaula foi aberta. Esperava-se que o cão saísse correndo, mas ele não saiu. Embora pudesse abandonar a jaula quando bem entendesse, ele ficou ali recebendo os choques.

    O que quero mostrar através desta experiência é que nós, seres humanos, agimos assim com muita freqüência. Nos permitimos levar choques, entramos ou permanecemos em situações destrutivas, castradoras, acumulando mágoas e traumas até um ponto que não sabemos mais diferenciar o que faz bem do que não faz. Nos adaptamos as mais diferentes formas de violência, seja física ou emocional. Porém, não podemos permanecer neste estado, perdendo nosso poder de defesa e de luta, deixando de buscar o que acreditamos e valorizamos.

    Entramos em relações destrutivas na ânsia de compensar perdas e rejeições anteriores. Sem discernimento, nos deixamos envolver nestas situações porque a princípio parecem nos fazer felizes ou assim queremos acreditar, e não resistimos. Nos deixamos seduzir, mesmo quando algo nos diz para dizer não, talvez muito mais por uma ilusão, idealização ou carência, do que pela própria realidade. Quando realmente conseguimos perceber, já estamos envolvidos com pessoas e situações que nos machucam e nos impedem de crescermos.

    Em função da própria carência ou em decorrência da busca de uma vida feliz, há pessoas que se tornam vulneráveis e se deixam envolver com certa facilidade. Se algo ou alguém nos dá a impressão que irá preencher um vazio, nos agarramos sem questionar. Em virtude do cansaço de tanto nos defendermos ou da perda das defesas psicológicas, acabamos por ceder.

    Seja em relacionamentos infelizes, tanto na vida afetiva, quanto em situações de exploração ou no trabalho não-reconhecido, é muito difícil libertar-se da dependência depois que a deixamos instalar. Não é fácil perceber e aceitar que muitas vezes nos tornamos acomodados e dependentes do que nos faz mal. Importante: não falo aqui da dependência financeira, mas principalmente da emocional.

    Quando permitimos ser privados de nossa saúde mental e de nossos próprios instintos, não é fácil o caminho de retorno, como o cão que não mais percebe que a porta da jaula eletrificada está aberta. Isto por que a tomada de consciência da dependência é um processo psicológico dolorido, como se o conhecimento das causas doesse mais que o sofrimento.

    Quando desvalorizam tudo o que fazemos ou criamos, seja o que for, é como se jogassem no lixo nosso 'eu' mais verdadeiro. Neste caso, a pessoa cai num tipo de indiferença consigo mesma, porque perdeu o auto-respeito, a confiança e a capacidade de se amar, como se passasse a se punir por ter permitido que o outro rompesse suas barreiras mais caras e ultrapasse os limites da sua individualidade.

    Nos perdemos não só porque os outros não respeitam nossos limites, vontades e desejos, mas principalmente porque nós próprios não os respeitamos. Mesmo machucados, dilacerados em nossos sentimentos mais íntimos, insistimos em manter a situação. Abaixamos nossa cabeça, calamos nossas vozes, fechamos nossos olhos e acreditamos estar vivendo. Viver?... Como viver sem alegria, sem crescimento, sem transformação, afastados de tudo o que nos é importante?

    Quando alguém é conduzido pelos valores dos outros por muito tempo, fecha-se num mundo sem cor, deixa-se aniquilar, anular, morrer internamente. As escolhas destrutivas machucam, nos fazem sentir no fundo do poço, mas também podem nos fazer aprender e crescer, desde que estejamos prontos a reconhecer os erros e a reagir.

    Isto ocorre quando não mais conseguimos suportar e ao olharmos à nossa volta, questionamos o que fizemos com nossa vida. Que direito temos de nos destruir ou permitir que o outro o faça? Se a pessoa percebe isso, reúne forças para recolher os pedaços que sobraram, cuidar dos ferimentos e recomeçar a vida. Ela entende que ainda que um episódio represente um desastre, há outros episódios à sua espera, outras oportunidades de acertar, outros caminhos a tomar, apesar do medo que fica como seqüela.

    Quantas vezes você não pediu para abrirem a porta para que você entrasse, mesmo sabendo que seria maltratado? Mas mesmo assim você entrou, talvez por ser a única porta que se abria... Ou quantas vezes você não permaneceu no mesmo lugar que era maltratado, mesmo com as portas abertas?... E lá ficou, mesmo sabendo que este não seria o seu lugar. Afinal, qual é mesmo o seu lugar?...

    1/18/2007

    18 de Janeiro - Dia de Nossa Senhora da Defesa

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    Segundo a história, durante o inverno, na época das imigrações, um exército de godos invadiu a Bacia de Ampezzano, na Itália. Os habitantes se reuniram para se defender. Ao se sentirem sem defesa, como homens tementes a Deus, invocaram Nossa Senhora. Ela então, apareceu num trono, sobre as nuvens, com uma espada na mão. Quando os inimigos estavam prontos para atacar, Nossa Senhora desceu sobre o lugar, onde se dava a batalha e as nuvens, que tinha debaixo de seus pés, causaram uma escuridão tão grande, que os inimigos nada puderam ver. Confundidos, entraram em luta contra si mesmos até se destruírem por completo. A partir de então, Nossa Senhora recebeu mais um título, o de Nossa Senhora da Defesa. Sua imagem é venerada até os dias de hoje, na Catedral de Ozieri, em Sassari, na Itália."

    (Maria, Mãe de Deus -Títulos que Honram Nossa Senhora"-

    Orlando Ferraz, Ed. Novo Rumo)

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    Ó Nossa Senhora da Defesa, vírgem poderosa, recorro
    a vossa proteção contra todos os assaltos do inimigo,
    pois vós sois o terror das forças malígnas. Eu seguro no
    vosso manto santo e me refugio debaixo dele para estar
    guardado, seguro e protegido de todo o mal.
    Mãe Santíssima, Refúgio dos pecadores, vós recebestes
    de Deus o poder para esmagar a cabeça da serpente in-
    fernal e com a espada levantada afugentar os demônios
    que querem acorrentar os filhos de Deus. Curvado sobre
    o peso dos meus pecados, venho pedir a vossa proteção
    hoje e em cada dia da minha vida, para que vivendo na
    luz do vosso filho, nosso Senhor Jesus Cristo, eu possa
    depois desta caminhada terrestre, entrar na pátria celeste.
    Amém!

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    1/14/2007

    Asas da Alma - Liberando sua Identidade Espiritual - Dadi Janki

     

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    O Poder da Verdade

    O poder da Verdade é tal que você não precisa ficar preocupado em prová-lo.

    Tentar provar a Verdade só revela sua própria teimosia.

    Você só precisa estar preocupado em ser a verdade e vivenciá-la, você mesmo.

    É por essa razão que a expressão mais simples e mais poderosa da Verdade é a Humildade.

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    Simplicidade

    Humildade o torna simples e cheio de verdade.

    Quanto mais humildade você tiver, maior será seu entendimento sobre a verdade.

    E vice-versa.

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    Auto-respeito

    Auto-respeito é um estado de dignidade interna que traz grande benefício para o ser.

    Independentemente da situação, ele torna tudo fácil e leve.

    Você tem de tomar conta de seu auto-respeito com muito cuidado, tendo a certeza de nunca o perder. A base para mantê-lo é a Humildade.

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    Proteção

    Há muito poder na humildade.

    Às vezes esse poder é útil para a sua própria proteção.

    Às vezes ele é útil para proteger outros.

    O poder da humildade permite que você veja benefício em tudo, mesmo nos insultos dos outros.

    Ele faz com que você diga, ‘talvez haja alguma coisa para eu aprender aqui.

    Alguém está dizendo isso a mim, deve haver alguma coisa nisso’.

    Mesmo os insultos tornam-se situações de aprendizado, de forma natural.

    Você não sente necessidade de ficar chateado. Você não é afetado de uma forma negativa.

    Seu próprio auto-respeito trabalha para mantê-lo firme, independentemente do tipo de crítica que venha no seu caminho.

    Mesmo que o problema seja deles, e não seu, e que não haja nada para você mudar em si, ainda assim, a humildade remove a necessidade de você dizer isso.

    Humildade verdadeira resulta em tanto poder da verdade e silêncio interno que você não precisa dizer absolutamente nada com as palavras.

    O próprio poder de seu estado interno fará com que as outras pessoas percebam seus próprios erros.

    Seu único desejo naquela hora é a esperança de que eles sejam tocados por sua humildade, de forma que eles possam se abrir e começar a apreciar sua própria humildade também.

    “Asas da Alma”Dadi Janki .

    http://www.bkumaris.org.br/

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    Mensagem do Dia   

    Beleza 

    Quando alguém fala algo que toca o nosso coração, geralmente dizemos: Que pessoa linda! Nesse momento estamos incorporando a idéia de que beleza vem do caráter. Cada caráter, incluindo o nosso, contem esse potencial de beleza. Portanto, ao invés de basear nossa beleza em nossa aparência, devemos transferi-la para o seu caráter

    Mike George

    http://www.bkumaris.org.br/publicacoes/mensagens.asp

    1/6/2007

    Os Reis Magos

    Os Três Reis Magos são personagens da narrativa cristã que visitaram Jesus após seu nascimento. A Bíblia cita uns magos, que não eram reis e sim magos, sacerdotes ou conselheiros. Também não diz quantos eram, diz-se três pela quantia de presentes oferecidos. Estes tinham grande conhecimento dos astros, podendo ser astrólogos ou astrônomos, pois existem vários relatos de anúncios de nascimentos de reis pelas estrelas. Assim os magos seguiram a estrela e sabendo que se tratava do nascimento de um rei da Judéia, foram ao palácio no qual Herodes era o atual rei. Perguntando a ele sobre a criança no qual nada descobriram. O rei sentiu-se ameaçado e pediu aos magos que se o encontrasse,falasse a ele, pois iria adorá-lo também. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino,já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas presume-se que seja num outro ano, prescisamente no dia 6 de Janeiro.

    Estes magos ofereceram três presentes ao menino: ouro, incenso e mirra. Existem algumas teorias a respeito do significado destes presentes. O ouro pode representar sua posição de rei, ou então, pode ter sido providência divina para sua futura fuga ao Egito (quando Herodes manda matar todos os meninos até dois anos de idade). O incenso pode representar que Jesus seria um homem de oração, pois este produto era usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobre ao céu (Salmos 141:2). A mirra é uma especiaria usada como analgésico, este presente no se remete à sua crucificação na qual Nicodemos oferece vinho misturado com mirra para aliviar as dores (Marcos 15:23).

    Daí surgiu a tradição de presentear uns aos outros no Natal. Sendo que o primeiro presente foi o nascimento de Jesus para a salvação da humanidade.

    Os reis magos aparecem na tradição popular cristã e têm os nomes de Baltasar, Melquior (ou Belquior) e Gaspar.

    Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, normalmente Gaspar é apresentado como negro, representando a África, mas também como rei da Índia; Melquior, rei da Pérsia; e Baltasar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea) representando as três raças existentes conhecidas.

    Devemos aos magos a tradição de dar presentes no Natal. No ritual da antigüidade o ouro era o presente para um rei, o olíbano (incenso) para um religioso representando a espiritualidade e a mirra para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade). Melquior ofereceu ouro; Baltasar, incenso e Gaspar, mirra. Estes presentes confirmam o caráter de Jesus (rei, sacerdote e profeta) como símbolo do reconhecimento que aquela criança pobre que acabara de nascer haveria de se tornar um grande líder mundial e o salvador do mundo.

    Baltazar que era o rei mago negro pois veio supostamente da Africa, Etiópia, pois trouxe incenso de presente. Gaspar trouxe mirra, certamente ele era da Pérsia ou Egito, dois lugares onde se trabalhava com este material principalmente quando se embalsamava alguém. Melchior ou Belchior trouxe ouro geralmente os adornos representam origem europeia.

    1/4/2007

    Os Doze Apóstolos e o Simbolismo Astrológico

     

    "E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. E quando já era dia, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze deles a quem também deu o nome de apóstolos: Simão, ao qual também chamou Pedro, e André seu irmão; Tiago (menor) e João, Filipe e Bartolomeu; e Mateus e Tomé, Tiago (maior) filho de Alfeu e Simão chamado o Zelador e Judas (Tadeu) filho de Tiago e Judas Iscariotes, que foi o traidor". LC:6 12-16 Com o desaparecimento de Judas, se apresentaram dois: José o Justo e Matias, "e lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos." At:2-26

    Houve uma época em que a química e a alquimia eram uma só ciência, assim como a astrologia e astronomia, até que, por volta do século 13, o Papa Inocêncio III decretou uma bula, separando a ciência entre sagrada e profana. Daí, astrólogos e alquimistas passaram a ser perseguidos.

    Leonardo da Vinci, que era um iniciado, decidiu imortalizar através da pintura toda a simbologia astrológica e numerológica contida nos ensinamentos do cristianismo esotérico, deixando este registro no quadro A Última Ceia, onde cada um dos 12 apóstolos corresponde a cada um dos doze signos astrológicos.

    Leonardo esquematizou a disposição dos apóstolos de acordo com a posição astronômica, da direita para a esquerda de quem vê o quadro. Portanto, quem está na cabeceira da mesa é Simão, que corresponde ao signo de Áries. Signo de fogo e de ação, Simão indica com as mãos a direção a tomar. Áries rege a cabeça na anatomia astrológica, e a testa de Simão é bem realçada na pintura. Sua prontidão ariana também é mostrada pelas mãos desembaraçadas, para agirem conforme a vontade e coragem cardeal de Áries.

    Ao seu lado, está Judas Tadeu, o taurino. Seu semblante é sereno enquanto escuta Simão (Áries/cérebro) vai digerindo lentamente suas impressões, acolhendo-as com uma das mãos, revelando a possessividade de Touro (que é terra/receptivo). No corpo humano, Touro rege o pescoço e a garganta, e o de Judas Tadeu está bem destacado.

    Mateus vem em seguida, correspondendo à Gêmeos, signo duplo que necessita de interação com as pessoas e de colher informações. Mateus tem as mãos dispostas para um lado e o rosto para o outro, revelando a dinâmica geminiana de querer falar e ouvir à todos ao mesmo tempo. Mateus era repórter e historiador da vida de Jesus, e Gêmeos rege a casa III, setor de comunicação e conhecimento.

    Logo após está Filipe, o canceriano. Suas mãos em direção ao peito mostram a tendência canceriana para acolher, proteger e cuidar das coisas. Regido pela Lua, Câncer trabalha com o sentir; Filipe está inclinado, como se estivesse se oferecendo para alguma tarefa. Ao seu lado está Tiago Menor, o leonino, de braços abertos, revelando nesse gesto largo o poder de irradiar amor (Leão rege o coração e o chacra cardíaco), ele se impõe nesse gesto confiante, centralizando atenções. Atrás dele, quase que escondido, está Tomé, o virginiano, que, apesar de modesto, não deixa de expressar o lado crítico e inquisitivo de Virgem – com o dedo em riste ele contesta diante de Cristo; foi Tomé quem quis o ver para crer.

    Libra é simbolizado por João, o discípulo amado de Jesus. Com as mãos entrelaçadas, ele pondera e considera todas as opiniões antes de tomar posições - Libra rege a casa VII, é o setor do outro e isso requer imparcialidade e diplomacia. Ao seu lado, está Judas Iscariotes, representando Escorpião. Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro, pois era o organizador das finanças da comunidade dos apóstolos (Escorpião rege a casa VIII, que trata dos bens e valores dos outros) e com a outra mão ele bate na mesa, protestando.

    Sagitário é representado por Pedro, o Pescador de Almas. Foi ele quem fez o dogma e instituiu a lei da Igreja – Sagitário rege a casa IX, setor das leis, religiões e filosofia. Seu dedo aponta para Jesus – a meta de Sagitário é espiritual – e na outra mão ele segura uma faca, representando o lado instintivo nos homens. Ele se eleva entre outros dois apóstolos, trazendo esclarecimentos (luz) à discussão.

    Ao seu lado está André, que representa Capricórnio. Conhecedor das responsabilidades, com seu gesto restritivo impõe limites. Seu rosto magro e ossos salientes revelam o biotipo capricorniano. Seus cabelos e barbas brancas e seu semblante sério mostram a relação de Capricórnio com o tempo e a sabedoria. Os temores de André são apaziguados por Tiago Maior, aquariano, que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros, num gesto amigável, enquanto a outra se estende aos demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo ali o trabalho em grupo liderado pelo Mestre. Aquário rege a casa XI, que é o setor dos grupos, amigos e esperanças.

    O último da mesa é Bartolomeu, que representa Peixes. Seus pés estão em destaque (que são regidos por Peixes na anatomia astrológica). Ele parece absorvido pelo que acontece à mesa, e, com as mãos apoiadas, quase debruçado, revela devoção envolvido pelo clima desse último encontro entre os apóstolos e Jesus Cristo, já que numa determinada hora as coisas ficaram um pouco confusas, pois Jesus revelou que "a mão do que me trai está comigo à mesa".

    A traição veio de Judas Iscariotes. Político, administrador e homem de negócios, Judas viu em Cristo a esperança de mudança no plano material, porém, quando Cristo deixou claro que libertaria apenas o espírito e não a matéria, provocou em Judas um grande equívoco. Após ser delatado, Jesus foi levado a um conselho do qual fazia parte José de Arimatéia. Senador, rico e membro ilustre desse conselho, não concordou com a condenação de Jesus – secretamente era ele também um cristão. Quando Jesus foi crucificado, depois que os soldados romanos se foram, José de Arimatéia levou até a cruz a taça (o Graal) usada na última ceia e recolheu também a lança que o soldado Longinus havia usado para ferir Cristo. Depois, levou o Graal para Patmos e lá seu filho Josephus deu a taça a um santo inglês, que a escondeu em Gales, primeiro numa caverna e depois no castelo do Graal.

    A busca do Santo Graal passou, então, a ser a meta dos que queriam a vida eterna. Sua prática construtiva envolve os Cavaleiros da Távola Redonda da Corte do Rei Artur. Quanto à lança, conta-se que percorreu longo caminho, pois lhe foi atribuída poderes de cura, já que o próprio Longinus foi inexplicavelmente curado. Ele tinha uma infecção no olho e ao ferir Jesus um pouco de sangue caiu na vista doente, fazendo desaparecer imediatamente a infecção. A conquista de muitas batalhas foram atribuídas ao uso da ponta dessa lança por muitos líderes, entre eles, Constantino, Carlos Magno, Napoleão e Hitler – este último desprezava o cristianismo, porém, a retirou do palácio de Noremberg, usando-a como símbolo de limpeza étnica. (Fonte: Jornal Madhava)