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2/28/2008 RELACIONAMENTOS - Ou tomamos nossas próprias decisões, ou...– Sandra MaiaOu tomamos a nossa vida pelas próprias mãos e com ela nossas decisões e escolhas, ou a vida passa a tomá-las à nossa revelia. E então, vamos ter de aceitar o que vier pela frente - independente do que seja causa ou conseqüência. E isso vale para todo tipo de relação - sejam profissionais, pessoais, familiares e, é claro, as amorosas... Estas, aliás - quero crer - têm um peso maior e provocam uma dor terrível... Uma dor para a qual não há remédio, não há tranqüilizante, não há ombro amigo que agüente... Só mesmo o tempo para cicatrizar. E quantas vezes estamos prontos para aguardar esse tempo - dignamente!? Poucas, eu diria. Quando sofremos uma dor de amor, nos esquecemos disso tudo e "enfiamos mesmo o pé na jaca". Depois, é verdade, saímos correndo atrás do prejuízo. Mas quase sempre já é tarde demais... Outras vezes, nos sentimos tão pressionados pelo tempo, pelo relógio biológico, por alguma crença interna, pelos outros, pelo mundo, que decidimos decidir tudo rapidamente. E, então, caímos na mesma armadilha. Decidimos sem pensar. Sem colocar alma. Sem consultar o coração. E então, de novo, adoecemos de amor! Deixamo-nos reagir e, meio que de forma explosiva, colocamos tudo a perder. Então, o que fazer?! Decidir ou não decidir? Agir ou não agir? Eis a questão! Qual será a escolha!? Bem, o melhor mesmo é agir. Quando agimos temos - pelo menos em parte - controle sobre o que vai dentro. Podemos nos preparar, projetar como será o futuro, calcular o que vamos necessitar para viver nesse novo formato - dar-nos expectativas... Podemos, por fim, nos preparar para viver de uma maneira totalmente diferente! E toda vez que nos permitimos agir dessa forma - com antecedência, com calma, com equilíbrio -, acabamos por fazer um balanço da nossa vida - do que temos, do que não temos, do que queremos e sonhamos... E, então, sair de uma relação, entrar em outra, não ficar com nada ou brigar por tudo passa a ser nosso! Nossa opção para o momento. E, por isso, a escolha sempre nos remete à VIDA, ao AMOR, à VERDADE. Tenho a certeza de que em qualquer situação o agir nos possibilita viver o ser. Exercitar nosso livre arbítrio, nossa individualidade, nosso querer, nosso gostar. Conseqüências Permite-nos ainda manter a nossa saúde emocional, nossa integridade, nossa vontade... E, nesses casos, é fato que tenhamos também que administrar as conseqüências. Sejam elas positivas ou negativas - precisam ser analisadas com muita paz e lucidez -, elas demandam consciência, realidade. É, afinal, esse olhar expandido, esse coração aberto, essa alma presente - que nos permitirá partir para um novo momento, uma nova etapa de cabeça erguida. Esta semana, conversando com um amigo que acabara de perder sua companheira - por, segundo ele, um motivo "banal" - dizia: Sandra foi melhor assim! E então me senti quase como num enterro... Não no enterro da companheira, mas no enterro dele - que morria ali para renascer com uma nova perspectiva, uma nova oportunidade... O luto, nesse caso, precisa mesmo ser vivido e cada um tem o seu tempo. Uma coisa só é certa, ele passa. E então, florescer novamente se torna só mais um passo no aprendizado... E, nesse processo de novas decisões e escolhas, nasce uma oportunidade de crescimento e transformação. 2/25/2008 O VALOR DA AUTO-ESTIMA - Rosemeire Zago - Psicóloga jungiana.O que mais dificulta a busca de algo que se quer é o nível da nossa auto-estima.
A auto-estima, juntamente com o amor-próprio, é a base para o ser humano. É a cura para todas as dificuldades e sofrimentos. E mais, é a cura para todas as doenças de origem emocional e relações destrutivas. A auto-estima começa a se formarna infância, a partir de como as outras pessoas nos tratam. Ou seja, as experiências do passado exercem influência significativa na auto-estima quando adultos. Perde-se a auto-estima quando se passa por muitas decepções, frustrações, em situações de perda, ou quando não se é reconhecido por nada que faz. O que abala não é só a falta de reconhecimento por parte de alguém, mas principalmente a falta de reconhecimento por si próprio. Quando a auto-estima está baixa a pessoa se sente inadequada, insegura, com dúvidas, incerta do que realmente é, com um sentimento vago de não ser capaz. Não acredita ser capaz de ter alguém que a ame, de fazer aquilo que quer, de se cuidar, desenvolvendo assim um sentimento de insegurança muito profundo, desistindo facilmente de tudo que começa. Como ela mesma não se ama, se sujeita a qualquer tipo de relação para ter alguém ao seu lado, tornando-se dependente de relações destrutivas e não conseguindo forças para sair delas. Vale lembrar que esse processo acontece inconscientemente. A pessoa não tem consciência do por que está agindo assim, apenas sente o sofrimento que pode se expressar em forma de angústia, dor no peito, choro, pesadelos, vazio, agressividade, depressão, punição, doenças. Culpam os outros pelos próprios erros, encaram todas as críticas como ataques pessoais e tornam-se dependentes de relações doentes. O maior indicador de uma pessoa com baixa auto-estima é quando sente intensa necessidade de agradar, não consegue dizer "não", busca aprovação e reconhecimento por tudo o que faz, sempre querendo se sentir importante para as pessoas, pois na verdade, não se sente importante para si mesma. Com isso, se abandona cada vez mais. A auto-estima também influencia a escolha dos relacionamentos. Aqueles com elevado amor-próprio em geral atraem pessoas com a mesma característica, gerando uniões saudáveis, criativas e harmoniosas. Já a baixa auto-estima acaba atraindo ou mantendo relacionamentos destrutivos e dolorosos. Quando há amor-próprio não se deixa envolver nem manter relações destrutivas. Há também uma relação direta e muito importante entre desempenho profissional e auto-estima, mas esse é outro assunto. A auto-estima influencia tudo que fazemos, pois é o resultado de tudo que acreditamos ser, por isso o autoconhecimento é de fundamental importância para aumentar a auto-estima. Ou seja, confiar em si mesmo, ouvir sua intuição, acreditar em sua voz interior, respeitar seus limites, reconhecer seus valores, expressar seus sentimentos sem medo, sentir-se competente, capaz e se tornar independente da aprovação dos outros, tudo isso faz com que a auto-estima se eleve. Mas é um processo gradativo que exige trabalho e conscientização. Na verdade, todos estamos à procura de amor. E esse sentimento ainda é o que rege tudo o que buscamos, fazemos e somos. Principalmente o amor por si mesmo, que é a base da construção da auto-estima. Que tal reconstruir a sua? Rosemeire Zago - Psicóloga jungiana. |
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