Ceci's profileS A R A S V A T IPhotosBlogListsMore Tools Help

Blog


    3/25/2008

    Mulher Novilho Búfalo Branco

    bu

    Conta a lenda Sioux que dois homens estavam em uma viagem de caça, quando  notaram uma mulher jovem bonita que caminhava para eles. Ela vestia camurça branca e carregava um pacote nas costas. Um dos homens teve pensamento ruim sobre ela, mas no momento que ela chegou, ele repentinamente foi envolvido por uma névoa branca. Quando a névoa se dispersou, do homem sobrou somente o esqueleto. A mulher se dirigiu ao outro homem e disse-lhe para ir para casa e preparar-lhe acomodação. O homem correu para casa e fez exatamente o que ela pediu. Quando a mulher entrou na aldeia dele, ele já tinha completado a tarefa. Ela falou então para as pessoas da aldeia que veio do Céu e estava aqui na Terra para lhes ensinar como viver e como seria o futuro deles. Deu milho às pessoas, ensinou-lhes o uso do cachimbo e as sete cerimônias sagradas. Além disso, atribuiu cores para os quatro ventos ou direções. Ao terminar, transformou-se num bezerro de búfalo branco, depois tornou-se preto, vermelho e por ultimo amarelo, representando as cores das quatro direções. Depois disso ela desapareceu.

    A Mulher Novilho Búfalo Branco é uma heroína cultural. Foi ela quem trouxe aos Sioux o cachimbo sagrado. Fonte de profundo conhecimento espiritual, é uma poderosa mensageira de “Wakan-Tanka”, o Grande Espírito. Ela mesma é chamada de “wakan”, que pode significar “sagrada” e “poderosa”, além de “antiga”, “velha” e “resistente”. Esta personagem lendária tem  a beleza da juventude e a sabedoria da eternidade.

    3/15/2008

    Olhe ao redor... Clarice Lispector

     

    b7

    "Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.
    Não temos amado, acima de todas as coisas.
    Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.
    Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.
    Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.
    Temos construí­do catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construí­mos, tememos que sejam armadilhas.
    Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
    Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
    Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
    Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
    Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possí­vel.
    Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
    Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
    Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.
    Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
    Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
    Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
    Temos sorrido em público do que não sorrirí­amos quando ficássemos sozinhos.
    Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
    Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
    E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia."

    3/8/2008

    Trocando olhares - Florbela Espanca

    fe
     
    Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
    Como sabes ser doce e desgraçada!
    Como sabes fingir quando em teu peito
    A tua alma se estorce amargurada!
    Quantas morrem saudosa duma imagem.
    Adorada que amaram doidamente!
    Quantas e quantas almas endoidecem
    Enquanto a boca rir alegremente!
    Quanta paixão e amor às vezes têm
    Sem nunca o confessarem a ninguém
    Doce alma de dor e sofrimento!
    Paixão que faria a felicidade.
    Dum rei; amor de sonho e de saudade,
    Que se esvai e que foge num lamento!
    3/1/2008

    ESTRELAS - Wagner Borges

    2008
     

    "Somos estrelas de bem-aventurança.

    Cada um de nós é um sol.

    Pensar nisso é evocar essa luz.

    Sentir-se irradiante nesse mundo

    tão cheio de mágoas e de suscetibilidades energéticas,

    é tornar-se rico de possibilidades espirituais.

    Ser consciente dessa luz é viver em abundância interna.”