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    5/23/2008

    Kuan Yin - Deusa do Amor e da Compaixão

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    Em sânscrito, Bodhisattva Avalokiteshvara. Em chinês, Kuan-yin Pu-sa e em japonês, Kannon Bosatsu. No Tibet, em forma masculina, recebe o nome de Chenrezig — e de que o Dalai Lama é considerado uma emananção.

    Quan Yin, Quan’Am (Vietnã), Kannon (Japão), e Kanin (Bali), ou Kwan Yin.

     

    Kuan Shih Yin Tzu Tsai, significa "a soberana que se preocupa com os sons do mundo". É o Bodhisattwa Celestial da Compaixão, é a Mestra da Hierarquia Divina que trabalha na freqüência da Compaixão e Amor Incondicional.

    Bodhisattwa é um ser humano que atingiu o estado de perfeição e ascensão, tendo se libertado da roda da reencarnação e do ciclo de samsara (ciclo de reencarnações sucessivas visando o aprendizado e ascensão do ser, relacionados a leia do carma- ação e reação).

    Pode-se descrever Kuan Yin como a personificação da aspecto Yin da Criação; a Mãe Divina que ama incondicionalmente seus filhos, apesar de toda e qualquer falha, sem julgamentos e discriminações.

    De acordo com a lenda, ela parou no umbral do céu para ouvir os clamores do mundo. Kuan Yin já era adorada na China antes do advento do Budismo, passando a ser adotada pelos budistas como uma encarnação de Avalokitesvara (Padmapani)

    No Ocidente acabou por se tornar conhecida como a Deusa da Misericórdia.

    Segundo a tradição, Kuan Yin teria encarnado como a terceira filha de Miao Chuang Wang, identificado como sendo da dinastia Chou, governante de um reino do norte da China, por volta do ano 696 A.C.. De acordo com a lenda, ela se determinara a seguir uma vida religiosa, tendo se recusado a casar, apesar das ordens do seu pai, e das súplicas dos seus amigos. Aí, por ordens do seu pai, foi submetida às mais árduas tarefas, que de forma alguma enfraqueceram o seu zeloso amor por Deus.

    Enraivecido pela sua devoção, Miao Chuang Wang (seu pai), ordenou que fosse executada, mas quando a espada a tocou partiu-se em mil pedaços. Seu pai então ordenou que fosse asfixiada, mas quando a sua alma deixou o seu corpo, e desceu até o inferno, transformou-o num paraíso. Transportada numa flor-de-lótus até a Ilha de P'ootoo, próxima a Nimpo, aí viveu durante nove anos, curando os enfermos, e salvando marinheiros do naufrágio.

    Certa vez, quando soube que seu pai estava muito doente, cortou um pedaço da carne dos seus braços, e usou-a como um remédio que lhe salvou a vida. Em gratidão, ele ordenou que uma estátua fosse erigida em sua honra, comissionando ao artista que a representasse com 'olhos e braços completamente formados'. Entretanto, o artista compreendeu mal, e até hoje Kuan Yin algumas vezes aparece representada com 'mil braços e mil olhos', sendo capaz, dessa forma, de olhar e cuidar de todo o seu povo.

    Kuan Yin fez o voto do bodhisattva, de trabalhar junto às evoluções deste planeta e deste sistema solar para lhes mostrar o caminho dos Ensinamentos dos Mestres Ascensos. Ela diz que enquanto

    houver uma única alma sofrendo na Terra, Ela estará presente!

    Foi a antecessora de Saint Germam como Chohan do Sétimo Raio (o
    Raio Violeta), cujo cargo ocupou durante dois mil anos, e serve como a representante do Sétimo Raio no Conselho do Carma.

    Kuan Yin é a hierarca do Templo da Misericórdia, situado no plano etérico sobre a cidade de Pequim, na China, desde onde focaliza a chama da misericórdia e do perdão para os filhos da antiga terra de Chin, e as almas da humanidade.

    A chama da misericórdia é o meio pelo qual o Cristo intercede em prol daqueles que não conseguem suportar o impacto total do seu próprio retorno de carma, requerindo, desta forma, um intermediário que se interponha entre a sua criação humana e a Grande Lei.

    Num ditado comunicado por intermédio de Elizabeth Clare Prophet, no dia 10 de Abril de 1974, Kuan Yin descreveu a ação da chama da misericórdia que ela personifica:

    "Supliquei por muitos de vós diante dos Senhores do Carma, para que tivésseis uma oportunidade de reencarnar, de nascer perfeitos, sem o grande carma de ser aleijado ou cego de nascimento, que alguns de vós merecíeis. Intercedi com a chama da misericórdia a vosso favor, de forma que pudésseis buscar, na liberdade de uma mente e de um corpo sadios, a Luz da lei... A ação do perdão representa a colocação do carma de lado, a diminuiçâo do carma por um período de tempo, para dar à pessoa a oportunidade de encontrar a Deus, de encontrar ao Espírito Santo, de abraçar o Cristo como o Salvador".

    É assim que kuan Yin ensina a humanidade não-ascensa a invocar a lei do perdão, e explica que quando o indivíduo alcança uma certa mestria na Senda, então a lei da misericórdia lhe faz retornar o 'pecado' que fora colocado de lado, de forma que o indivíduo possa experimentar a alegria de equilibrar cada jota e til da energia mal-qualificada, cumprindo, portanto, a lei do seu próprio ser.

    Kuan Yin aparece nas nossas vidas para dizer que está na hora de alimentarmos nossos corações com a compaixão. Compaixão pelos outros e também por nós mesmos. Você se importa pelos sentimentos dos outros? Ou não se interessa? O que lhe afasta da compaixão? Você é daquelas pessoas que fere antes de ser ferida? Tem medo de abrir seu coração?

    Por seu Amor á humanidade Ela doa sem julgar, e por isso muitos milagres são atribuidos a Ela. Tem especial atenção à mães e crianças, sendo responsável pelo nascimento de inúmeras crianças cujos ventres maternos considerados impossíveis de "dar a luz".

    O mantra de Invocação à Kuan Yin é "Om Mani Padmi Hum" : Salve a Jóia na Flôr de Lótus.

    (Texto extraído do site http://www.animamundhy.com.br/kuanyin.html)

     

    5/3/2008

    Flor de Lótus

     
     
    lotu
     
    No dia em que a flor de lótus desabrochou
    A minha mente vagava, e eu não a percebi.
    Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
    Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
    Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
    De um perfume no vento sul.
    Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
    Pareceu-me ser o sopro ardente no verão,
    procurando completar-se.
    Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
    Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
    Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

    Rabindranath Tagore