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    6/8/2006

    MELHERES CELTAS

     

     

    MULHERES CELTAS

    As mulheres de origem celta eram criadas tão livremente como os homens. A elas era dado o direito de escolherem seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam.  Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir  seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casa e mães.

    Assim aprendiam:

    "Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade. Jamais permita que algum homem a escravize. Você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.

    Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor.
    Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?

    Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir.

    Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado. Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?

    Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe.

    Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você.

    Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto.

    Jamais permita que paixões desenfreadas transformem você de um mundo real para outro que nunca existiu.

    Jamais permita que outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.

    Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.

    Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai.

    Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida.

    Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la.

    Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você.

    Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o
    ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe em você.


    E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade ser mulher."

    (Recebi por e-mail)

    6/4/2006

    Poesias de Carolina Montesanti Smilari

     

     

    Espera

    Tua pele, teu beijo, teu desejo ficaram marcados em mim

    E eu não esqueço,

    Não apago da minha lembrança o viço dos teus lábios,

    Que macios, iam de encontro aos meus, tão aflitos.

    E continuo a esperar o que nunca esqueci...

    Das promessas aos afagos, carinhos, sussurros,

    Da respiração suave em minha nuca;

    Dos teus braços envoltos ao meu dorso, trêmulo;

    Das mãos fortes em meus cabelos;

    Dos teus olhos atentos aos meus, que me entregavam a ti,

    E eu era tua, só tua...

    E um dia, num frescor das doces tardes que passei junto de ti,

    Pensarás mais uma vez em mim,

    E eu voltarei a ser tua, só tua.

    Carolina Montesanti Smilari

     

     

     

    Secaram-se as lágrimas

    Secaram-se as lágrimas,

    Não quero mais chorar.

    As lágrimas só me apavoram,

    Então choro e dói.

    Não mais alivia, não mais liberta,

    Sufoca e aperta o peito dormente

    Em sonhos desmanchados

    Em gotas d’água

    Água e sal é o meu pranto,

    E a mente nefasta faz brincadeiras tortuosas

    Magoando-me ainda mais.

    Sou um infante tolo,

    Esperando o sonho ingênuo

    Que não chegará.

    Não sei o que devo fazer,

    Se devo entregar os pontos,

    Resistir ainda mais.

    Será que vale a pena?

    Poderia entender os seus pensamentos,

    Mas não consigo colocar em ordem os meus.

    Sairei à procura de novos caminhos

    Encontrando mais desenganos

    Ou ficarei e resistirei ainda mais aos seus caprichos?

    Secaram-se as lágrimas,

    O que fazer daqui pra frente?

    Secaram-se as lagrimas.

    Carolina Montesanti Smilari

     

     

     

    Quando estava vindo

    Quando estava vindo, vi você.

    Atrás, do lado de lá, no fundo, no canto do vazio.

    Você ia, eu vinha.

    Eu fui, você fugiu de mim.

    Carolina Montesanti Smilari