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    7/28/2007

    Gracias a la vida - Violeta Parra

    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me dio dos luceros
    Que cuando los abro
    Perfecto distingo
    Lo negro del blanco
    Y em el alto cielo
    Su fondo estrellado
    Y en las multitudes
    El hombre que yo amo
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me ha dado el oído
    Que en todo su ancho
    Graba noche y dia
    Grillos y canarios
    Martillos, turbinas
    Ladridos, chubascos
    Y la voz tan tierna
    De mi bien amado
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me ha dado el sonido
    Y el abecedario,
    Con él las palabras
    Que pienso y declaro,
    Madre, amigo,
    Hermano y luz
    Alumbrando la ruta del alma
    Del que estoy amando.
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto
    Me ha dado la marcha
    De mis pies cansados,
    Com ellos anduve
    Montañas y llanos
    La casa tuya,
    Tu calle y tu patio.
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto
    Me dio el corazón
    Que agita su marco
    Cuando miro el fruto
    Del cerebro humano,
    Quando miro el bueno
    Tan lejos del malo,
    Quando vo el fondo
    De tus ojos claros.
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me ha dado la risa
    Y me ha dado el llanto,
    Así yo distingo dicha
    De quebrantos,
    Los dos materiales
    Que forman mi canto
    Y el canto de todos
    Que es mi propio canto.

     

    Obrigado à vida

    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu dois estrelas
    que quando os abro
    perfeitamente distingo
    o preto do branco
    e no alto do céu
    seu fundo estrelado
    e nas multidões
    o homem que eu amo.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o ouvido
    que em toda sua largura
    grava noite e dia
    grilos e canários
    martelos, turbinas
    latidos, garoas
    e a voz tão terna
    do meu bem amado.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o som
    e o abecedário
    com ele as palavras
    que penso e declaro
    mãe, amigo
    irmão e luz
    iluminando a rota da alma
    do quem estou amando.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu a marcha
    do meus pés cansados
    com eles andei
    montanhas e planícies
    pela tua casa
    Tua rua e teu pátio.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o coração
    que agita sua moldura
    quando vejo o fruto
    do cérebro humano
    quando vejo o bom
    tão longe do mau
    quando vejo no fundo
    do teus olhos claros.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o riso
    e me deu o pranto
    assim eu distingo felicidade
    de tristezas,
    os dois materiais
    que formam meu canto
    e o canto de todos
    que é o meu próprio canto.

     

    Violeta Parra, poetisa chilena, contemporânea, que nos dá uma amostra magistral de um poema no qual conseguiu entrelaçar o canto de amor ao homem amado junto ao canto pela espécie humana e pela vida. As palavras se encontram e se mesclam em uma só intensidade, em um momento de felicidade e exaltação.

    Violeta Parra toma da natureza o que a natureza nos deu de mais precioso – os sentidos, e os transforma, os eleva através da beleza da comparação entre a natureza e o homem amado. Violeta Parra nos faz captar o mundo através dos sentidos e depois, com uma sutileza de linguagem, com uma enorme capacidade de representação, ela os transforma, os organiza e nos devolve plenos de matizes através de seu bem-amado. Assim é "Obrigado à vida" (“Gracias a la vida”)

    Compõe canções, décimas, música instrumental. É pintora, escultora, bordadeira, ceramista, com "tudo que existe", passando, na medida de seu humor, de uma técnica criativa a outra.

    Inaugura o Centro de Arte, grava discos de música instrumental. Viaja à Bolívia, em 1966, onde canta com Gilbert Favré. Também oferece concertos em regiões do sul do Chile, continua gravando acompanhada de seus filhos. Regressa a Santiago para continuar seu trabalho na Carpa, escrevendo ali suas últimas canções, acompanhada do músico uruguaio Alberto Zapicán.

    Num país de poetas universais como Neruda, Mistral e Huidobro, Violeta alcança um patamar internacional com textos de origem popular em que não são raras as décimas e as rimas de sabor ingênuo, mas eivados de uma ironia mordaz, de um certo anti-clericalismo e um sentido de protesta visceral. Musa da juventude revolucionária do século passado, continua celebrada por cantores e estudiosos das letras de nosso continente. Sua poesia, aparentemente tão simples, é de difícil tradução por causa das rimas, das expressões telúricas, pelas referências históricas geograficamente confinadas, pelo ritmo musical tão peculiar. Atrevo-me a traduzir um de seus poemas conservando, até onde foi possível, o espírito e a verve da autora.

    Violeta Parra suicidou com cinqüenta anos, no dia 5 de fevereiro de 1967. Três anos mais tarde, foi editado o seu livro Décimas, pelo irmão Nicanor.

     

     

      

    7/15/2007

    SE VOCÊ QUISER CRESCER

     
    "O destino destina, e eu faço o resto."

    "Caminhante, não há caminho; o caminho se faz ao andar."

    "Vem vamos embora..., quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

    "Se você não gosta do que está recebendo, preste atenção no que está emitindo."

    "Se você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve."

    "Para entender o que acontece com você, é necessário perceber as crenças que estão regulando sua vida."

    "É preciso reconhecer as crenças que estão governando sua vida e mudá-las."

    "Sinto muito, mas é assim que eu sou... Sempre fui assim... Não vou mudar agora..." é um lema fácil e um auto-engano a que você pode recorrer se não quiser crescer.

    "O homem é, não o centro estático do mundo - como ele se julgou muito tempo - mas o eixo e flecha da evolução.

    "Já que não podemos ser Deus, podemos querer ser o melhor de sua criação".