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8/22/2006 Poema. Fernando PessoaPara ser grande, sê inteiro: nada
Põe quanto és
8/14/2006 Qual o medo que te persegue? Nelson Sganzerla A palavra medo é tão pequena, mas quanto arrepio nos causa quando a ouvimos sendo pronunciada! Tantos são os medos que nos acompanham durante nossa trajetória por esse planeta Terra!
É comum nos dias de hoje pessoas que sofrem de síndrome do pânico, coisa que há tempos atrás nunca se tinha ouvido falar. Pessoas que passam mal dentro do metrô, dentro de elevadores, não suportam lugares com aglomeração; têm pânico de falar em público. Há pessoas com depressão profunda, cuja única atividade é a de dormir o dia inteiro nos fins de semana, sem vontade sequer de abrir as janelas do quarto. A vida nas grandes cidades anda muito conturbada, tantos são os medos que carregamos em nossos ombros todos os dias em que saímos de casa. Medo de perder o emprego, de não ter dinheiro para pagar as contas, de não ir bem na entrevista profissional, de “bombar” na faculdade, de perder o marido (ou vice-versa) ou, então, medo de ser assaltado no farol, do seqüestro relâmpago. A família nos cobra resultados (o marido cobra, a mulher cobra, os filhos cobram, a sociedade cobra); não temos mais o direito ao erro. Temos que parecer perfeitos. Isso tudo se somatiza e se transforma em medo de não dar certo, de não conseguirmos nosso objetivo, de não superar uma fase que não seja boa. A falta de qualidade de vida intensifica nossos medos. Passamos a maior parte do dia em um congestionamento. Almoçamos em fast- foods; em meio a uma ligação e outra fazemos reuniões para decidir outra reunião. Todos nós carregamos uma cruz, umas mais pesadas que outras. Não podemos negligenciar nossa saúde, pois todos esses medos, anseios, angústias que nos acompanham estão morando e crescendo dentro de nós e um dia virão à tona em forma de hipertensão, alto colesterol, pânicos, problemas cardiovasculares e outros problemas próprios do nosso tempo. E quando nos dermos conta disso, não seremos mais os meninos que fomos. Nossos cabelos estarão grisalhos, nossas crianças já serão adultas, nossos netos não terão mais paciência conosco; nossos amigos aos poucos estarão indo embora. Estaremos ficando cada vez mais sozinhos e quando nos dermos conta já não dará mais tempo para enfrentarmos o medo que nos persegue. Por isso, páre enquanto há tempo! Curta mais a sua vida. Vá a lugares diferentes, dê preferência ao ar livre; pratique esporte; ande com sua mulher/marido. Assuma que você é igual a todo mundo, com tristezas, alegrias, incertezas. Não queira parecer nunca o que você não é, pois a vida vai cobrá-lo mais dia, menos dia.
8/13/2006 Pai. Fábio Jr.*.¸¸..•*•..•*•.***.•*•..•*•..¸¸.* Pai, pode ser que daqui a algum tempo qualquer coisa entre esses vinte ou trinta tô tentando vivendo e pedindo só não quero e não vou ficar mudo fala um pouco tua voz tá tão presa onde a vida só paga pra ver é que eu não sou mais aquela criança nos teus braços você fez segredo quero só recostar no teu peito e brincar de vovô com meu filho hoje é mais muito mais que um amigo você faz parte desse caminho , que hoje eu sigo em paz !!!!! *•.***.•*•..•*•..¸¸.**.¸¸..•*•..•*•.***.•*
*•.***.•*•..•*•..¸¸.**.¸¸..•*•..•*•.***.•* 8/7/2006 Clarisse Lispector“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”“Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.”“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
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| Vive, dizes, no presente, Vive só no presente. Mas eu não quero o presente, quero a realidade; O que é o presente? Não quero incluir o tempo no meu esquema. Eu nem por reais as devia tratar. Eu devia vê-las, apenas vê-las; |
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