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    5/23/2008

    Kuan Yin - Deusa do Amor e da Compaixão

     GoddessKwanYinLotusGrnLgB-125P

    Em sânscrito, Bodhisattva Avalokiteshvara. Em chinês, Kuan-yin Pu-sa e em japonês, Kannon Bosatsu. No Tibet, em forma masculina, recebe o nome de Chenrezig — e de que o Dalai Lama é considerado uma emananção.

    Quan Yin, Quan’Am (Vietnã), Kannon (Japão), e Kanin (Bali), ou Kwan Yin.

     

    Kuan Shih Yin Tzu Tsai, significa "a soberana que se preocupa com os sons do mundo". É o Bodhisattwa Celestial da Compaixão, é a Mestra da Hierarquia Divina que trabalha na freqüência da Compaixão e Amor Incondicional.

    Bodhisattwa é um ser humano que atingiu o estado de perfeição e ascensão, tendo se libertado da roda da reencarnação e do ciclo de samsara (ciclo de reencarnações sucessivas visando o aprendizado e ascensão do ser, relacionados a leia do carma- ação e reação).

    Pode-se descrever Kuan Yin como a personificação da aspecto Yin da Criação; a Mãe Divina que ama incondicionalmente seus filhos, apesar de toda e qualquer falha, sem julgamentos e discriminações.

    De acordo com a lenda, ela parou no umbral do céu para ouvir os clamores do mundo. Kuan Yin já era adorada na China antes do advento do Budismo, passando a ser adotada pelos budistas como uma encarnação de Avalokitesvara (Padmapani)

    No Ocidente acabou por se tornar conhecida como a Deusa da Misericórdia.

    Segundo a tradição, Kuan Yin teria encarnado como a terceira filha de Miao Chuang Wang, identificado como sendo da dinastia Chou, governante de um reino do norte da China, por volta do ano 696 A.C.. De acordo com a lenda, ela se determinara a seguir uma vida religiosa, tendo se recusado a casar, apesar das ordens do seu pai, e das súplicas dos seus amigos. Aí, por ordens do seu pai, foi submetida às mais árduas tarefas, que de forma alguma enfraqueceram o seu zeloso amor por Deus.

    Enraivecido pela sua devoção, Miao Chuang Wang (seu pai), ordenou que fosse executada, mas quando a espada a tocou partiu-se em mil pedaços. Seu pai então ordenou que fosse asfixiada, mas quando a sua alma deixou o seu corpo, e desceu até o inferno, transformou-o num paraíso. Transportada numa flor-de-lótus até a Ilha de P'ootoo, próxima a Nimpo, aí viveu durante nove anos, curando os enfermos, e salvando marinheiros do naufrágio.

    Certa vez, quando soube que seu pai estava muito doente, cortou um pedaço da carne dos seus braços, e usou-a como um remédio que lhe salvou a vida. Em gratidão, ele ordenou que uma estátua fosse erigida em sua honra, comissionando ao artista que a representasse com 'olhos e braços completamente formados'. Entretanto, o artista compreendeu mal, e até hoje Kuan Yin algumas vezes aparece representada com 'mil braços e mil olhos', sendo capaz, dessa forma, de olhar e cuidar de todo o seu povo.

    Kuan Yin fez o voto do bodhisattva, de trabalhar junto às evoluções deste planeta e deste sistema solar para lhes mostrar o caminho dos Ensinamentos dos Mestres Ascensos. Ela diz que enquanto

    houver uma única alma sofrendo na Terra, Ela estará presente!

    Foi a antecessora de Saint Germam como Chohan do Sétimo Raio (o
    Raio Violeta), cujo cargo ocupou durante dois mil anos, e serve como a representante do Sétimo Raio no Conselho do Carma.

    Kuan Yin é a hierarca do Templo da Misericórdia, situado no plano etérico sobre a cidade de Pequim, na China, desde onde focaliza a chama da misericórdia e do perdão para os filhos da antiga terra de Chin, e as almas da humanidade.

    A chama da misericórdia é o meio pelo qual o Cristo intercede em prol daqueles que não conseguem suportar o impacto total do seu próprio retorno de carma, requerindo, desta forma, um intermediário que se interponha entre a sua criação humana e a Grande Lei.

    Num ditado comunicado por intermédio de Elizabeth Clare Prophet, no dia 10 de Abril de 1974, Kuan Yin descreveu a ação da chama da misericórdia que ela personifica:

    "Supliquei por muitos de vós diante dos Senhores do Carma, para que tivésseis uma oportunidade de reencarnar, de nascer perfeitos, sem o grande carma de ser aleijado ou cego de nascimento, que alguns de vós merecíeis. Intercedi com a chama da misericórdia a vosso favor, de forma que pudésseis buscar, na liberdade de uma mente e de um corpo sadios, a Luz da lei... A ação do perdão representa a colocação do carma de lado, a diminuiçâo do carma por um período de tempo, para dar à pessoa a oportunidade de encontrar a Deus, de encontrar ao Espírito Santo, de abraçar o Cristo como o Salvador".

    É assim que kuan Yin ensina a humanidade não-ascensa a invocar a lei do perdão, e explica que quando o indivíduo alcança uma certa mestria na Senda, então a lei da misericórdia lhe faz retornar o 'pecado' que fora colocado de lado, de forma que o indivíduo possa experimentar a alegria de equilibrar cada jota e til da energia mal-qualificada, cumprindo, portanto, a lei do seu próprio ser.

    Kuan Yin aparece nas nossas vidas para dizer que está na hora de alimentarmos nossos corações com a compaixão. Compaixão pelos outros e também por nós mesmos. Você se importa pelos sentimentos dos outros? Ou não se interessa? O que lhe afasta da compaixão? Você é daquelas pessoas que fere antes de ser ferida? Tem medo de abrir seu coração?

    Por seu Amor á humanidade Ela doa sem julgar, e por isso muitos milagres são atribuidos a Ela. Tem especial atenção à mães e crianças, sendo responsável pelo nascimento de inúmeras crianças cujos ventres maternos considerados impossíveis de "dar a luz".

    O mantra de Invocação à Kuan Yin é "Om Mani Padmi Hum" : Salve a Jóia na Flôr de Lótus.

    (Texto extraído do site http://www.animamundhy.com.br/kuanyin.html)

     

    5/3/2008

    Flor de Lótus

     
     
    lotu
     
    No dia em que a flor de lótus desabrochou
    A minha mente vagava, e eu não a percebi.
    Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
    Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
    Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
    De um perfume no vento sul.
    Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
    Pareceu-me ser o sopro ardente no verão,
    procurando completar-se.
    Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
    Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
    Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

    Rabindranath Tagore
    4/10/2008

    Falando sobre Poesias Místicas

     

    Já que não consigo entrar no meu Espaço Parandhan, trackbacks...

    Citação

    Poesias Místicas

    "Em cada coração há uma
    janela para outros corações.
    Eles não estão separados,
    como dois corpos.
    Mas, assim como duas lâmpadas
    que não estão juntas,
    Sua luz se une num só feixe."

    (Jalal ud-Din Rumi) 

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

      

    “Toda árvore ganha beleza

    quando tocada pelo sol”

    (Jalal ud-Din Rumi)   

     Ser do seu ser

    (Rudolf Steiner)

    Eu quero inflamar todo ser humano
    A partir do espírito do Universo,
    Para que se torne chama
    E desabroche fogoso
    O ser do seu ser.
    Os outros, eles querem
    Tomar da água do Universo,
    Que apaga as chamas
    E paralisa aguado,
    Todo ser no seu interior.
    Oh alegria, quando o fogo humano
    Também lá crepita, onde repousa! 
    Oh amargura, se a força humana
    É acorrentada lá, onde quer ser dinâmica! 

    "Na floresta, não existe fortaleza ou fragilidade.

    Quando o leão ruge, não dizem:

    "Ele é temível".

    A vontade humana é apenas uma sombra que vagueia

    no espaço do pensamento,

    e o direito dos homens fenece como folhas de outono".

    (Gibran Khalil Gibran)

     

     

    Despertar Espiritual

    (Rudolf Steiner)

    Brotam na luz do sol da minha alma
    Os frutos maduros do pensar,
    Em segurança autoconsciente

    Se transforma todo o sentir.
    Posso perceber com alegria primaveril
    O acordar espiritual do outono:
    O inverno irá em mim
    Despertar o verão da alma.

     
     

    Na Busca

    (Nelson Jonas)

    Pensamos;
    Procuramos;
    Rodamos por tantos cantos
    À procura de algum encanto
    Um momento santo
    Capaz de fazer frente
    Ao interno e silencioso pranto...
    Desencanto.
    No entanto,
    Num súbito espanto,
    O encontramos
    Num interno e silencioso canto...

    Não mais pensamos;
    Não mais procuramos;
    Não mais rodamos, apenas,
    Sentamos e aquietamos...
    Sabemos!

     
     

    A Arte de desaprender

    (Humberto Rodhen)

    Muita coisa aprendi,
    No decurso da minha vida
    Mas só no fim da vida
    Aprendi a arte dificílima
    De desaprender...
    Desaprender os erros sem conta
    Que os sentidos percebem
    Na sua erudita ignorância...
    Aprendera ele que os fatos externos
    São a própria Realidade.
    Aprendera que este mundo
    Que os sentidos percebem
    E o intelecto concebe,
    São a realíssima
    E única Realidade... 
     
     

     

     

     

    E por largos anos
    Andei escravizado por essa ilusão.
    Pois, que admira?
    Se, por tantos séculos e milênios,
    Dormira a humanidade nas trevas,
    Como poderia eu, em poucos decênios,
    Despertar para a luz?
    Até que, finalmente, descobri
    A Realidade para além das facticidades,
    A alma do eterno Ser

    No corpo desse efêmero parecer.
    Hoje sei que os fatos são meros reflexos
    No espelho bidimensional de tempo e espaço,
    Reflexos da Realidade,
    Que está em sentido oposto
    A esses fatos refletidos
    No espelho de tempo e espaço...

     
     
     

     Mas só Deus sabe quanto esforço,
    Quantos sofrimentos,
    E quanta agonia me custou
    Essa nova atitude,
    Essa meia-volta que tive de dar
    Ante o espelho do mundo das velhas ilusões,
    Para enxergar o novo mundo da verdade!
    Esse movimento de 180 graus,
    Que dei em face do refletor,
    Essa conversão dos conhecidos finitos
    Para o desconhecido Infinito
    Me custou o holocausto do meu ego,
    Esse sangrento egocídio,
    Que a verdade me exigiu.

    Mas agora, de costas para os fatos
    E de rosto para a Realidade,
    Me sinto grandemente liberto
    E jubilosamente feliz
    E, em vez de amar o mundo sem Deus,
    Amo o mundo em Deus
    Porque vejo em cada fato efêmero
    O reflexo da Realidade eterna.

     

     
     

    Acorda!

    (Nelson Jonas)  

    ...O que você vai fazer
    Quando perceber ser falsa
    A segurança que você pensava ter?
    O que você vai fazer
    Quando conquistar tudo?

    O que você vai fazer
    Quando toda leitura
    Não mais te entreter?
    O que você vai fazer
    Quando toda religião
    Não mais te entorpecer?
    O que você vai fazer?

                                                   
     

     O que você vai fazer
    Quando a segurança do velho
    Não te rejuvenescer?
    O que você vai fazer?
    Quando a filiação em um grupo
    Não te proteger?
    E o que você vai fazer
    Quando bater na porta
    e ninguém te responder?...
     

     
     

    "Apenas somos

    quando em nada nos tornamos.

    É quando perdemos nossas pernas

    que nos tornamos corredores".

    (Jalal ud-Din Rumi)

        

    "Debaixo de um arbusto, um pão e uma garrafa

    De vinho e meus poemas: tudo o que preciso

    E tu, que do meu lado cantas no deserto,

    E o deserto se torna, então, no paraíso".

    (Omar Khayyam)

    *************

    4/2/2008

    Tara Verde

    tara verde
     

    Há muitos anos atrás, na época do Buda Dundubhisvara, no Universo chamado das Múltiplas Luzes, vivia uma princesa cujo nome era "Lua do Conhecimento de Sabedoria". Era uma discípula devotada e diariamente preparava várias oferendas para o Buda e sua Sangha. Eventualmente ela gerava bodhicitta, a aspiração de alcançar a Iluminação e se tornar um Buda, para poder ajudar todos os seres vivos. Alguns bhikshus vieram a saber disto e correram até ela para tentar convencê-la para dedicar todos os seus méritos que ela havia criado para ela poder nascer como homem. A princesa rejeitou este conselho dizendo:

    Aqui não há homem, não há mulher,
    Não há self, nem pessoa, e nem consciência.
    Rotular de "macho" ou "fêmea" não há essência,
    Mas ilude o mundo de mente danosa.

    E aí, ela prosseguiu para pronunciar os seguintes votos:

    "Existem muitos que desejam Iluminação num corpo de homem, mas ninguém que trabalhe para o benefício dos seres sencientes num corpo de mulher. Portanto, até que o Samsara esteja vazio, Eu devo trabalhar para o benefício dos seres sencientes num corpo de mulher."

    E a partir daquela data, a princesa dedicou-se a alcançar Iluminação completa. E assim que ela alcançou seu objectivo, passou a ser conhecida como Tara, A Libertadora.

    Existe uma história em que Chrenzig (Kuan Yin) havia trabalhado por muito tempo para ajudar os seres sencientes, quando percebeu que ainda restava muitos seres sofrendo no Samsara mesmo depois de ter ajudado centenas de milhares. Começou a chorar e do poço formado pelas suas lágrimas surgiu um lótus e Tara apareceu do lótus, dizendo"Não se preocupe - Eu ajudá-lo-ei." Assim Tara é associada com Chenrezig, como também o Buda Amitabha (ela possuí uma pequena estátua do Buda Amitabha na sua coroa.)

    A Tara Verde é uma Tara Bodhisattva gentil e sincera. Ela oferece-nos a sua mão para nos elevar a uma montanha de qualidades de iluminação. A dinâmica Tara Verde que supera todos os obstáculos e salva os seres de situações perigosas. Ela é uma divindade encontrada no Budismo Mahayana, mais especificamente no Budismo Tibetano. As crianças Tibetanas são sempre ensinadas para orarem para a Tara por protecção pois ela adora proteger as mulheres e as crianças. Mas a todos são garantidos a satisfação de seus desejos. Tara é a protectora dos fracos e dos oprimidos como também é uma excelente guia para os grandes místicos. Ela é a estrela guia e a protectora actuando nos recantos mais profundos de nossa mente. Ela é a guia e a instrutora de muitos santos, gurus e lamas na tradição do Budismo Tibetano. Ela sozinha pode nos trazer à iluminação. Ao fazer a prática da Tara alcançamos a inspiração religiosa ou experiência mística que tanto procuramos.

    A Tara Verde é a principal e todas as outras são manifestações dela.
    Verde é uma cor associada com o vento que indica movimento e também indica karma. Consequentemente, uma rapidez da acção aplicada às nossas condições: esta é a ajuda da Tara Verde. Se observarmos em sua mão, veremos que sua mão esquerda está em um mudra de conceder refúgio: seu polegar e dedo anular pressionados juntos que simboliza a prática conjunta de método e sabedoria, e os três dedos restantes estão levantados para representar as Três Jóias de Refúgio - Buda, Dharma e Sangha. Sua mão direita está em uma postura chamada da Dádiva Suprema simbolizando sua habilidade de suprir os seres, quaisquer que sejam os seus desejos. Tara pode nos proporcionar dádivas relativas e/ou supremas.

    As dádivas relativas são , a saber, as coisas mundanas como uma boa casa, um emprego, dinheiro, carro, e assim por diante; como também as dádivas que estão na ordem das experiências místicas e conhecimentos. Se estamos pedindo por isso, podemos visualizar a Tara com a palma da mão virada para cima: esta é a postura de mão das dádivas relativas. Mas na realidade, todas estas dádivas são apenas parte, ou passos, para a dádiva suprema: a dádiva para tornar-se um Buda. Esta é a dádiva suprema, e assim visualizamos a Tara com a palma da mão virada para frente, como está na gravura. Seu rosto é tranqüilo. Seus olhos são sábios e compassionados. Seu olhar contemplativo é como o oceano. Ela olha para cada ser senciente com uma mãe olha para seu filhoTara (que significa "estrela" é um Bodisattva da Compaixão. Ela representa compaixão na acção e por isso sua perna direita da Tara está ligeiramente adiante indicando que ela está pronta para a acção, a qualquer momento, para nos ajudar. A perna esquerda recolhida indica sua renúncia das paixões mundanas. Ela usa os ornamentos que indicam a conquista da perfeição da generosidade, moralidade de alguém quem tomou os votos Mahayana de alcançar o estado de Buda para o benefício de todos os seres. Ela leva os três lótus: um botão, um meio-aberto e um totalmente desabrochado. Isto simboliza desdobramento espiritual; ou que ela, a manifestação corpórea das actividades iluminadas, é a Mãe dos Budas do passado, presente e futuro.

    Tara está sentada sobre um lótus que é uma linda flor que nasce da lama. No Budismo o lótus representa o caminho que a Mente Iluminada toma a partir da lama do mundo.

    OM significa os sagrados corpo, fala e mente de Tara.

    TARE é a liberação do sofrimento verdadeiro, o sofrimento do samsara, nossos agregados que estão sob o controle da desilusão e do karma.

    TUTTARE, a liberação dos Oito Grandes Medos; internos e externos; das desilusões e também do karma.

    TURE, a liberação da ignorância da absoluta natureza do Eu. Ela mostra a verdadeira cessação do sofrimento.

    SOHA significa "possa o significado do mantra se enraizar na minha mente."

    4/1/2008

    Falando sobre Charles Chaplin

     

    Citação do meu Espaço Parandham

    Charles Chaplin

    A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.

    Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.

    Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

    Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito

    novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você

    trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar

    sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante, faz festas e se

    prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias

    namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se

    torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus

    últimos nove meses de vida flutuando... E termina tudo com um

    ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"

    Charles Chaplin

     
     

    Considerado um dos mais inesquecíveis artistas de todos os tempos. Além de ator, foi diretor, produtor e autor cinematográfico. Nascido em Londres, em 16 de abril de 1889. De origem humilde, passou grande parte da infância em um orfanato. Sua mãe, Hannah, uma atriz mal sucedida, vivia em instituições psiquiátricas durante a infância do filho. O padrasto, alcoólatra, abandonou sua mãe quando Chaplin ainda era criança. Desconhecia a identidade do pai verdadeiro. Sua primeira aparição no palco, aos cinco anos, foi cantando uma música no lugar de sua mãe que estava doente.

    Continuou a trabalhar durante a infância e quando adolescente uniu-se ao espetáculo de variedades Karno Company que o levou para os Estados Unidos em 1910. Depois de uma segunda turnê pelos EUA em 1912, ele se uniu à Keystone Company e então iniciou sua lendária carreira em Hollywood.

    Inspirou a vida de muitas pessoas com suas comédias e personagens criativos, atingindo fama mundial através do cinema mudo.

    Recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira, foi o primeiro ator, até então, a ser capa da revista TIME em 1925. Ganhou um prêmio por “versatilidade e genialidade na escrita, atuação, direção e produção” no primeiro Academy Awards em 1975.

    Enquanto morava na Suiça com sua família, Charlie Chaplin faleceu em 25 de Dezembro de 1977, aos 89 anos.

     

    ACREDITE

    Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

    É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

    Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

    Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças,

     evitando o desperdício.

    Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

    Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo

     o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

    Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

    Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.

    Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar

     com a possibilidade de fazer novas amizades.  

    Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

    O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
    E aqui estou eu,
    o escultor que pode dar forma.

    Tudo depende só de mim.

    Sorria.
    Mas não se esconda atrás deste sorriso.
    Mostre aquilo que você é. Sem medo.
    Existem pessoas que sonham.

    Viva. Tente.
    Felicidade é o resultado dessa tentativa.

    Ame acima de tudo.
    Ame a tudo e a todos.
    Deles depende a felicidade completa.
    Procure o que há de bom em tudo e em todos.

     Não faça dos defeitos uma distância e, sim uma aproximação. 

    Aceite. A vida, as pessoas.
    Faça delas a sua razão de viver.

    Entenda os que pensam diferentemente de você. Não os reprove.

    Olhe à sua volta, quantos amigos...
    você já tornou alguém feliz?
    Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
    Não corra... Para que tanta pressa?
    Corra apenas para dentro de você. 
     

     
     

    Sonhe,
    mas não transforme esse sonho em fuga.

    Acredite! Espere!
    Sempre deve haver uma esperança.
    Sempre brilhará uma estrela.

    Chore! Lute!
    Faça aquilo que você gosta. Sinta o que há dentro de você.

    Ouça...
    Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.
    É importante.

    Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo...

    Mas não esqueça daqueles que não conseguiram subir a escada da vida. 

    Descubra aquilo de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente.

    Eu também vou tentar.

    Sou feliz...

    Porque você existe!

     

    Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

    Charles Chaplin

    3/25/2008

    Mulher Novilho Búfalo Branco

    bu

    Conta a lenda Sioux que dois homens estavam em uma viagem de caça, quando  notaram uma mulher jovem bonita que caminhava para eles. Ela vestia camurça branca e carregava um pacote nas costas. Um dos homens teve pensamento ruim sobre ela, mas no momento que ela chegou, ele repentinamente foi envolvido por uma névoa branca. Quando a névoa se dispersou, do homem sobrou somente o esqueleto. A mulher se dirigiu ao outro homem e disse-lhe para ir para casa e preparar-lhe acomodação. O homem correu para casa e fez exatamente o que ela pediu. Quando a mulher entrou na aldeia dele, ele já tinha completado a tarefa. Ela falou então para as pessoas da aldeia que veio do Céu e estava aqui na Terra para lhes ensinar como viver e como seria o futuro deles. Deu milho às pessoas, ensinou-lhes o uso do cachimbo e as sete cerimônias sagradas. Além disso, atribuiu cores para os quatro ventos ou direções. Ao terminar, transformou-se num bezerro de búfalo branco, depois tornou-se preto, vermelho e por ultimo amarelo, representando as cores das quatro direções. Depois disso ela desapareceu.

    A Mulher Novilho Búfalo Branco é uma heroína cultural. Foi ela quem trouxe aos Sioux o cachimbo sagrado. Fonte de profundo conhecimento espiritual, é uma poderosa mensageira de “Wakan-Tanka”, o Grande Espírito. Ela mesma é chamada de “wakan”, que pode significar “sagrada” e “poderosa”, além de “antiga”, “velha” e “resistente”. Esta personagem lendária tem  a beleza da juventude e a sabedoria da eternidade.

    3/15/2008

    Olhe ao redor... Clarice Lispector

     

    b7

    "Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.
    Não temos amado, acima de todas as coisas.
    Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.
    Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.
    Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.
    Temos construí­do catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construí­mos, tememos que sejam armadilhas.
    Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
    Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
    Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
    Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
    Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possí­vel.
    Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
    Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
    Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.
    Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
    Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
    Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
    Temos sorrido em público do que não sorrirí­amos quando ficássemos sozinhos.
    Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
    Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
    E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia."

    3/8/2008

    Trocando olhares - Florbela Espanca

    fe
     
    Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
    Como sabes ser doce e desgraçada!
    Como sabes fingir quando em teu peito
    A tua alma se estorce amargurada!
    Quantas morrem saudosa duma imagem.
    Adorada que amaram doidamente!
    Quantas e quantas almas endoidecem
    Enquanto a boca rir alegremente!
    Quanta paixão e amor às vezes têm
    Sem nunca o confessarem a ninguém
    Doce alma de dor e sofrimento!
    Paixão que faria a felicidade.
    Dum rei; amor de sonho e de saudade,
    Que se esvai e que foge num lamento!
    3/1/2008

    ESTRELAS - Wagner Borges

    2008
     

    "Somos estrelas de bem-aventurança.

    Cada um de nós é um sol.

    Pensar nisso é evocar essa luz.

    Sentir-se irradiante nesse mundo

    tão cheio de mágoas e de suscetibilidades energéticas,

    é tornar-se rico de possibilidades espirituais.

    Ser consciente dessa luz é viver em abundância interna.”

    2/28/2008

    RELACIONAMENTOS - Ou tomamos nossas próprias decisões, ou...– Sandra Maia

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    Ou tomamos a nossa vida pelas próprias mãos e com ela nossas decisões e escolhas, ou a vida passa a tomá-las à nossa revelia. E então, vamos ter de aceitar o que vier pela frente - independente do que seja causa ou conseqüência.

    E isso vale para todo tipo de relação - sejam profissionais, pessoais, familiares e, é claro, as amorosas... Estas, aliás - quero crer - têm um peso maior e provocam uma dor terrível... Uma dor para a qual não há remédio, não há tranqüilizante, não há ombro amigo que agüente...

    Só mesmo o tempo para cicatrizar.

    E quantas vezes estamos prontos para aguardar esse tempo - dignamente!? Poucas, eu diria. Quando sofremos uma dor de amor, nos esquecemos disso tudo e "enfiamos mesmo o pé na jaca". Depois, é verdade, saímos correndo atrás do prejuízo. Mas quase sempre já é tarde demais...

    Outras vezes, nos sentimos tão pressionados pelo tempo, pelo relógio biológico, por alguma crença interna, pelos outros, pelo mundo, que decidimos decidir tudo rapidamente. E, então, caímos na mesma armadilha. Decidimos sem pensar. Sem colocar alma. Sem consultar o coração. E então, de novo, adoecemos de amor! Deixamo-nos reagir e, meio que de forma explosiva, colocamos tudo a perder.

    Então, o que fazer?! Decidir ou não decidir? Agir ou não agir? Eis a questão! Qual será a escolha!?

    Bem, o melhor mesmo é agir. Quando agimos temos - pelo menos em parte - controle sobre o que vai dentro. Podemos nos preparar, projetar como será o futuro, calcular o que vamos necessitar para viver nesse novo formato - dar-nos expectativas... Podemos, por fim, nos preparar para viver de uma maneira totalmente diferente!

    E toda vez que nos permitimos agir dessa forma - com antecedência, com calma, com equilíbrio -, acabamos por fazer um balanço da nossa vida - do que temos, do que não temos, do que queremos e sonhamos... E, então, sair de uma relação, entrar em outra, não ficar com nada ou brigar por tudo passa a ser nosso! Nossa opção para o momento. E, por isso, a escolha sempre nos remete à VIDA, ao AMOR, à VERDADE.

    Tenho a certeza de que em qualquer situação o agir nos possibilita viver o ser. Exercitar nosso livre arbítrio, nossa individualidade, nosso querer, nosso gostar.

    Conseqüências

    Permite-nos ainda manter a nossa saúde emocional, nossa integridade, nossa vontade... E, nesses casos, é fato que tenhamos também que administrar as conseqüências. Sejam elas positivas ou negativas - precisam ser analisadas com muita paz e lucidez -, elas demandam consciência, realidade.

    É, afinal, esse olhar expandido, esse coração aberto, essa alma presente - que nos permitirá partir para um novo momento, uma nova etapa de cabeça erguida.

    Esta semana, conversando com um amigo que acabara de perder sua companheira - por, segundo ele, um motivo "banal" - dizia: Sandra foi melhor assim! E então me senti quase como num enterro... Não no enterro da companheira, mas no enterro dele - que morria ali para renascer com uma nova perspectiva, uma nova oportunidade...

    O luto, nesse caso, precisa mesmo ser vivido e cada um tem o seu tempo. Uma coisa só é certa, ele passa. E então, florescer novamente se torna só mais um passo no aprendizado... E, nesse processo de novas decisões e escolhas, nasce uma oportunidade de crescimento e transformação.

    2/25/2008

    O VALOR DA AUTO-ESTIMA - Rosemeire Zago - Psicóloga jungiana.

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    O que mais dificulta a busca de algo que se quer é o nível da nossa auto-estima.


    Auto-estima é a opinião e o sentimento que cada um tem por si mesmo. É ter consciência de seu valor pessoal, acreditar, respeitar e confiar em si. Coisas nem sempre tão simples assim.

    A auto-estima, juntamente com o amor-próprio, é a base para o ser humano. É a cura para todas as dificuldades e sofrimentos. E mais, é a cura para todas as doenças de origem emocional e relações destrutivas.

    A auto-estima começa a se formarna infância, a partir de como as outras pessoas nos tratam. Ou seja, as experiências do passado exercem influência significativa na auto-estima quando adultos. Perde-se a auto-estima quando se passa por muitas decepções, frustrações, em situações de perda, ou quando não se é reconhecido por nada que faz. O que abala não é só a falta de reconhecimento por parte de alguém, mas principalmente a falta de reconhecimento por si próprio.

    Quando a auto-estima está baixa a pessoa se sente inadequada, insegura, com dúvidas, incerta do que realmente é, com um sentimento vago de não ser capaz. Não acredita ser capaz de ter alguém que a ame, de fazer aquilo que quer, de se cuidar, desenvolvendo assim um sentimento de insegurança muito profundo, desistindo facilmente de tudo que começa.

    Como ela mesma não se ama, se sujeita a qualquer tipo de relação para ter alguém ao seu lado, tornando-se dependente de relações destrutivas e não conseguindo forças para sair delas. Vale lembrar que esse processo acontece inconscientemente. A pessoa não tem consciência do por que está agindo assim, apenas sente o sofrimento que pode se expressar em forma de angústia, dor no peito, choro, pesadelos, vazio, agressividade, depressão, punição, doenças.

    Culpam os outros pelos próprios erros, encaram todas as críticas como ataques pessoais e tornam-se dependentes de relações doentes. O maior indicador de uma pessoa com baixa auto-estima é quando sente intensa necessidade de agradar, não consegue dizer "não", busca aprovação e reconhecimento por tudo o que faz, sempre querendo se sentir importante para as pessoas, pois na verdade, não se sente importante para si mesma. Com isso, se abandona cada vez mais.

    A auto-estima também influencia a escolha dos relacionamentos. Aqueles com elevado amor-próprio em geral atraem pessoas com a mesma característica, gerando uniões saudáveis, criativas e harmoniosas. Já a baixa auto-estima acaba atraindo ou mantendo relacionamentos destrutivos e dolorosos. Quando há amor-próprio não se deixa envolver nem manter relações destrutivas. Há também uma relação direta e muito importante entre desempenho profissional e auto-estima, mas esse é outro assunto.

    A auto-estima influencia tudo que fazemos, pois é o resultado de tudo que acreditamos ser, por isso o autoconhecimento é de fundamental importância para aumentar a auto-estima. Ou seja, confiar em si mesmo, ouvir sua intuição, acreditar em sua voz interior, respeitar seus limites, reconhecer seus valores, expressar seus sentimentos sem medo, sentir-se competente, capaz e se tornar independente da aprovação dos outros, tudo isso faz com que a auto-estima se eleve. Mas é um processo gradativo que exige trabalho e conscientização.

    Na verdade, todos estamos à procura de amor. E esse sentimento ainda é o que rege tudo o que buscamos, fazemos e somos. Principalmente o amor por si mesmo, que é a base da construção da auto-estima. Que tal reconstruir a sua?

    Rosemeire Zago - Psicóloga jungiana.

    12/22/2007

    Um Natal Diferente



    Quando o mundo atravessa momentos tão difíceis, quando irmãos nossos de todos os cantos sofrem e gemem, açoitados pela dor, pela fome, pelo medo, sendo vítimas de uma terrível violência - a falta de Amor - nos questionamos seriamente sobre este tipo de Natal que vimos festejando desde que nascemos. 

    Natal de pinheiros enfeitados por bolas coloridas e muito dourado, que tem como símbolo um Papai Noel bem nutrido, gordo e feliz, que é esperado nas casas das crianças que têm posses, com os presentes por elas sonhados e que se esquece das crianças pobres, que mais uma vez ficam sem ter os seus desejos satisfeitos...nem neste dia - o dia em que comemoramos o nascimento de Jesus, nosso símbolo de Amor. 

    E aí eu me pergunto, se já não estaria na hora de mudarmos isto. 

    Se, agora que já compreendemos melhor o que se passa, não deveríamos romper com as tradições, com o conformismo de viver imitando sempre o que tem sido, para começar a agir de forma mais coerente e festejar um Natal mais cristão.

    Pensemos: Jesus é o homenageado hoje. 

    Bem o que gostaria que nós fizéssemos num dia como esse, o que foi que nos ensinou? 

    A ajudar aquele que tem menos que nós, a perdoar aos que nos ofenderam, a amar incondicionalmente a todas as criaturas. 

    Se posso dar presente a meus amados, por que não separar um pouco pra dar aos que talvez não tenham sido nunca objeto do amor de alguém? 

    Se posso ter uma mesa repleta das comidas que gosto, por que não lembrar de levar alguma coisa gostosa e bonita, para aqueles que talvez ainda não tenham se alimentado hoje? 

    Será justo que o Príncipe do Amor só seja festejado nas casas dos que têm dinheiro? 

    Logo Ele, que veio para os humildes, os doentes, os fracos, os caídos?

    Bem sei que concorda comigo - precisamos mudar. 

    Se não podemos transformar o mundo todo, que modifiquemos apenas o nosso Natal em família.

    Neste Natal novo, vamos comprar alimentos para os necessitados. 
    Vamos levar um presente bonito para uma criança pobre, pelo menos para uma e vamos esquecer tantos gastos desnecessários que fazemos, comprando supérfluos que não nos melhoram em nada a vida. 

    Usemos esse dinheiro para aliviar, um pouco que seja, a dor dos que sofrem, dos que estão sós e com fome.

    Cada família pode escolher um local pra ajudar, uma pessoa para presentear. 

    O importante é que este ano a gente estenda um pouco mais o nosso amor e se lembre de alguém que precise mais do que nós. 

    Assim, tenho a certeza de que Jesus será o Papai Noel do nosso Natal, sem roupas vermelhas, sem gorro, não tão gordo e bochechudo, mas nos trazendo Paz, Serenidade e Alegria!

    As mudanças todas são abençoadas, no reinar de um Novo Milênio, para uma humanidade que já se cansou de tantos erros e espera pela Paz!

    Autor Desconhecido

    11/29/2007

    Dante Alighieri

    da
     
    "El alma para amar ha sido creada, mas se complace en cosas pasajeras, cuando por los placeres es llamada."
    "Hay un secreto para vivir feliz con la persona amada: no pretender modificarla."
    "Se debe temer sólo aquello que puede perjudicar a otro; lo demás, no, que no da miedo."
    "No menos que saber, dudar me gusta más."
    "Vuestra fama es como la flor, que tan pronto brota, muere, y la marchita el mismo sol que la hizo nacer de la tierra ingrata."
    "Conocerás por experiencia lo salado del pan ajeno, y cuán triste es subir y bajar las escaleras en un piso ajeno."
    "Quien sabe de dolor, todo lo sabe."
    "El vino siembra poesía en los corazones."
    11/13/2007

    Poder de criar

    shiva & sakti

     

    “Somente quando Shiva está unido a Shakti
    Ele tem o poder de criar” -
     Saundaryalahari

     
    11/2/2007

    Espiritualidade - Walt Whitmann

    tunísia

    "Quero fazer os poemas das coisas materiais,
    pois imagino que esses hão de ser
    os poemas mais espirituais.
    E farei os poemas do meu corpo
    E do que há de mortal.
    Pois acredito que eles me trarão
    Os poemas da alma e da imortalidade."
    E à raça humana eu digo:
    -Não seja curiosa a respeito de Deus,
    pois eu sou curioso sobre todas as coisas
    e não sou curioso a respeito de Deus.
    Não há palavra capaz de dizer
    Quanto eu me sinto em paz
    Perante Deus e a morte.
    Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
    Embora de Deus mesmo eu não entenda
    Nem um pouquinho...
    Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
    Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
    Cada momento de luz ou de treva
    É para mim um milagre,
    Milagre cada polegada cúbica de espaço,
    Cada metro quadrado de superfície
    Da terra está cheio de milagres
    E cada pedaço do seu interior
    Está apinhado de milagres.
    O mar é para mim um milagre sem fim:
    Os peixes nadando, as pedras,
    O movimento das ondas,
    Os navios que vão com homens dentro
    - existirão milagres mais estranhos?"

     

    10/27/2007

    A SIMPLICIDADE - Fabrício Carpinejar

    Vivemos em voz baixa, recriminando nossos atos, censurando. Quem não se flagrou falando sozinho, a praguejar uma idéia? Quem não teve a mania de se piorar, para gerar pena e complacência? Quem não se exagerou para recuperar a solidão? Apagamos a simplicidade, o sol assanhado lavando a calçada, os pássaros ajudando as árvores a tirar a camisa, os cachorros com o olhar familiar de mendigos, as pequenas delícias de fazer parte do mistério. Não podemos ter vivido tão errado, tão torto, a ponto de não deixar nada. Não acredito em páginas brancas. Alguma coisa está por baixo. Alguma coisa poderá ser lida com o relevo da claridade. Que minha mulher possa se lembrar dos momentos em que não prestava atenção à alegria para ser a alegria. Que ela possa achar graça, sem a minha ajuda, quando procuro desajeitado as contas na gaveta. Que possa se emocionar de preguiça quando levanto de noite para ver se fechei a casa. Que possa se render quando deito no chão de igual para igual com os filhos a brincar de bolinha do banheiro ao quarto. Que a rotina não seja tudo igual, e sim uma maneira silenciosa de ser diferente por dentro. Que não critique a mãe quando ela recordar da minha infância em público e acrescente um detalhe às lembranças. Que ponha semente no chão, não no lixo, a esperar que uma delas venha a me surpreender com a minha altura. Que possa tocar no assunto com volúpia. Se eu fui afetado, ambicioso e irresponsável, que a ternura me devolva o equilíbrio e peça desculpas distraído, beijando a mão do vento. Que meus amigos tenham confiança em mim e fiquem com vontade de beber mais e conviver mais quando meu nome aparecer na conversa. Que tenha sido um leitor dedicado quando amante, com os olhos fechados pela pressão dos lábios. Que algo que tenha dito de carinho venha aparecer ao lado de um palavrão. Que encontre cartas e cartões em meio aos livros e leia como se fosse a primeira vez que estou os recebendo. Que não seja tolerado, que não seja útil, que seja necessário mais do que sou. Que não volte com conversa abatida de que nada dá certo. Que seja corajoso a dizer o que pensava do que a não dizer o que pensava. Que tenha uma religião, mesmo que seja uma coleção de selos, e acredite que o mundo é um complô de Deus para me proteger. Que tenha companhia no trem, a abafar o apito da porta. Que possa viver desapegado do nome e da condição do nome, como um boi que não se envergonha da terra. Que possa aquecer a cama antes da minha mulher entrar. Que possa aquecer meu corpo antes de minha mulher entrar. Que possa aquecer o que já estava esquecido em mim. 

    9/9/2007

    Deficiências - Mário Quintana


    "Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as
    imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter
    consciência de que é dono do seu destino.
    "Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
    "Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria,
    e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
    "Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o
    apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer
    garantir seus tostões no fim do mês.
    "Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da
    máscara da hipocrisia.
    "Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de
    sua ajuda.
    "Diabético" é quem não consegue ser doce.
    "Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das
    deficiências é ser miserável, pois:
    "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
     
    8/12/2007

    Que faço com a minha cara de índia ? - Eliane Potiguara

    E meus cabelos
    E minhas rugas
    E minha história
    E meus segredos ?

    Que faço com a minha cara de índia ?

    E meus espíritos
    E minha força
    E meu Tupã
    E meus círculos ?

    Que faço com a minha cara de índia ?

    E meu Toré
    E meu sagrado
    E meus "cabôcos"
    E minha Terra

    Que faço com a minha cara de índia ?

    E meu sangue
    E minha consciência
    E minha luta
    E nossos filhos ?

    Brasil, o que faço com a minha cara de índia ?

    Não sou violência
    Ou estupro
    Eu sou história
    Eu sou cunhã
    Barriga brasileira
    Ventre sagrado
    Povo brasileiro
    Ventre que gerou
    O povo brasileiro
    Hoje está só ...
    A barriga da mãe fecunda
    E os cânticos que outrora cantava
    Hoje são gritos de guerra
    Contra o massacre imundo


    Textos do livro “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, Eliane Potiguara, Global editora

    Eliane Potiguara é escritora indígena, professora, mãe, avó, 54 anos, remanescente Potiguara. É Conselheira do Inbrapi, (Instituto Indígena de Propriedade Intelectual) e Coordenadora da Rede de Escritores Indígenas na Internet e o Grumin/Rede de Comunicação Indígena.

    Eliane foi indicada para o Projeto internacional Mil Mulheres Para o Prêmio Nobel da Paz.É uma das 52 brasileiras indicadas.

    Defensora dos Direitos Humanos, além de vários Encontros, e criadora do primeiro Jornal Indígena e Boletins conscientizadores e cartilha de alfabetização indígena no método Paulo Freire com apoio da Unesco, organizou em Nova Iguaçu/RJ, em 91 outro Encontro inédito e histórico, onde participaram mais de 200 mulheres indígenas de várias regiões, tendo como convidados especiais a cantora Baby Consuelo e vários líderes indígenas internacionais. Organizou vários cursos referentes à Saúde e Diretos reprodutivos das mulheres indígenas e foi consultora de outros encontros sobre o tema.

     
    7/28/2007

    Gracias a la vida - Violeta Parra

    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me dio dos luceros
    Que cuando los abro
    Perfecto distingo
    Lo negro del blanco
    Y em el alto cielo
    Su fondo estrellado
    Y en las multitudes
    El hombre que yo amo
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me ha dado el oído
    Que en todo su ancho
    Graba noche y dia
    Grillos y canarios
    Martillos, turbinas
    Ladridos, chubascos
    Y la voz tan tierna
    De mi bien amado
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me ha dado el sonido
    Y el abecedario,
    Con él las palabras
    Que pienso y declaro,
    Madre, amigo,
    Hermano y luz
    Alumbrando la ruta del alma
    Del que estoy amando.
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto
    Me ha dado la marcha
    De mis pies cansados,
    Com ellos anduve
    Montañas y llanos
    La casa tuya,
    Tu calle y tu patio.
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto
    Me dio el corazón
    Que agita su marco
    Cuando miro el fruto
    Del cerebro humano,
    Quando miro el bueno
    Tan lejos del malo,
    Quando vo el fondo
    De tus ojos claros.
    Gracias a la vida
    Que me ha dado tanto,
    Me ha dado la risa
    Y me ha dado el llanto,
    Así yo distingo dicha
    De quebrantos,
    Los dos materiales
    Que forman mi canto
    Y el canto de todos
    Que es mi propio canto.

     

    Obrigado à vida

    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu dois estrelas
    que quando os abro
    perfeitamente distingo
    o preto do branco
    e no alto do céu
    seu fundo estrelado
    e nas multidões
    o homem que eu amo.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o ouvido
    que em toda sua largura
    grava noite e dia
    grilos e canários
    martelos, turbinas
    latidos, garoas
    e a voz tão terna
    do meu bem amado.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o som
    e o abecedário
    com ele as palavras
    que penso e declaro
    mãe, amigo
    irmão e luz
    iluminando a rota da alma
    do quem estou amando.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu a marcha
    do meus pés cansados
    com eles andei
    montanhas e planícies
    pela tua casa
    Tua rua e teu pátio.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o coração
    que agita sua moldura
    quando vejo o fruto
    do cérebro humano
    quando vejo o bom
    tão longe do mau
    quando vejo no fundo
    do teus olhos claros.
    Obrigado à vida
    que tem me dado tanto
    me deu o riso
    e me deu o pranto
    assim eu distingo felicidade
    de tristezas,
    os dois materiais
    que formam meu canto
    e o canto de todos
    que é o meu próprio canto.

     

    Violeta Parra, poetisa chilena, contemporânea, que nos dá uma amostra magistral de um poema no qual conseguiu entrelaçar o canto de amor ao homem amado junto ao canto pela espécie humana e pela vida. As palavras se encontram e se mesclam em uma só intensidade, em um momento de felicidade e exaltação.

    Violeta Parra toma da natureza o que a natureza nos deu de mais precioso – os sentidos, e os transforma, os eleva através da beleza da comparação entre a natureza e o homem amado. Violeta Parra nos faz captar o mundo através dos sentidos e depois, com uma sutileza de linguagem, com uma enorme capacidade de representação, ela os transforma, os organiza e nos devolve plenos de matizes através de seu bem-amado. Assim é "Obrigado à vida" (“Gracias a la vida”)

    Compõe canções, décimas, música instrumental. É pintora, escultora, bordadeira, ceramista, com "tudo que existe", passando, na medida de seu humor, de uma técnica criativa a outra.

    Inaugura o Centro de Arte, grava discos de música instrumental. Viaja à Bolívia, em 1966, onde canta com Gilbert Favré. Também oferece concertos em regiões do sul do Chile, continua gravando acompanhada de seus filhos. Regressa a Santiago para continuar seu trabalho na Carpa, escrevendo ali suas últimas canções, acompanhada do músico uruguaio Alberto Zapicán.

    Num país de poetas universais como Neruda, Mistral e Huidobro, Violeta alcança um patamar internacional com textos de origem popular em que não são raras as décimas e as rimas de sabor ingênuo, mas eivados de uma ironia mordaz, de um certo anti-clericalismo e um sentido de protesta visceral. Musa da juventude revolucionária do século passado, continua celebrada por cantores e estudiosos das letras de nosso continente. Sua poesia, aparentemente tão simples, é de difícil tradução por causa das rimas, das expressões telúricas, pelas referências históricas geograficamente confinadas, pelo ritmo musical tão peculiar. Atrevo-me a traduzir um de seus poemas conservando, até onde foi possível, o espírito e a verve da autora.

    Violeta Parra suicidou com cinqüenta anos, no dia 5 de fevereiro de 1967. Três anos mais tarde, foi editado o seu livro Décimas, pelo irmão Nicanor.

     

     

      

    7/15/2007

    SE VOCÊ QUISER CRESCER

     
    "O destino destina, e eu faço o resto."

    "Caminhante, não há caminho; o caminho se faz ao andar."

    "Vem vamos embora..., quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

    "Se você não gosta do que está recebendo, preste atenção no que está emitindo."

    "Se você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve."

    "Para entender o que acontece com você, é necessário perceber as crenças que estão regulando sua vida."

    "É preciso reconhecer as crenças que estão governando sua vida e mudá-las."

    "Sinto muito, mas é assim que eu sou... Sempre fui assim... Não vou mudar agora..." é um lema fácil e um auto-engano a que você pode recorrer se não quiser crescer.

    "O homem é, não o centro estático do mundo - como ele se julgou muito tempo - mas o eixo e flecha da evolução.

    "Já que não podemos ser Deus, podemos querer ser o melhor de sua criação".